Coração croata tenta contrariar favoritismo francês

Uma final inédita que faz lembrar um jogo de há 20 anos, numa meia final em França. Nesse ano ganharam os gauleses. E agora?
13 jul 2018
Paulo Rico
Mundial

Há vinte anos, em Paris, a vitória sorriu aos franceses, num jogo que está ainda atravessado no coração croata. Essa seleção de 98 (a primeira grande geração de jogadores croatas) ainda esteve em vantagem mas permitiu a cambalhota no marcador, num jogo que levou a França até à final e, depois, ao título mundial.

 

 

Vinte anos depois, aí está a segunda grande geração de jogadores croatas, já com lugar assegurado na história: independentemente do resultado de domingo, já garantiu a melhor posição de sempre de uma nação com apenas 26 anos de existência. A Croácia é a segunda nação mais pequena de sempre a participar numa final de Mundiais (só atrás de Uruguai em 1930 e 1950) e a 13ª diferente nos jogos decisivos da competição.

 

 

Do outro lado, a França, que parte para a sua terceira final num Mundial (venceu em 1998 e perdeu em 2006) e segunda consecutiva em grandes competições. Na memória dos franceses está, ainda, a derrota com Portugal, há dois anos... em casa! Uma espinha encravada no coração dos gauleses, que só um triunfo em Moscovo será capaz de fazer esquecer.

 

 

O jogo de Moscovo vai também colocar frente a frente muitos colegas de equipa, com destaque para a liga espanhola. Do Atlético Madrid, Lucas Hernández e Griezmann frente a Vrsaljko. Do Real Madrid, estarão em campo Varane, Modric e Kovacic, enquanto Rakitic vai encontrar os colegas do Barcelona Umtiti e Dembelé. Também a Juventus, de Itália, vai estar representada em dois lados nesta final: Matuidi vs Mandzukic.

Além destes quatro clubes, também o Monaco vai ter, pelo menos, um campeão do Mundo, uma vez que Subasic (Croácia), Sidibé e Lemar (França) estarão na final.

 

 

Muitos reencontros num jogo em que as casas de apostas dão, claramente, a França como favorita, até porque a Croácia chega a Moscovo com três prolongamentos nas pernas (equivalente a mais 90 minutos - um jogo) e menos um dia de descanso. Dos 630 minutos de competição, Modric esteve 605 em campo (média de quase 100 minutos por jogo).  Do lado francês, não deixa de ser curioso que apesar da constelação de estrelas do meio campo para a frente, os golos nos jogos decisivos tenham sido de defesas: Varane ao Uruguai, Umtiti à Bélgica e até Pavard foi decisivo no jogo com Argentina. Estará o golo de Lucas Hernández reservado para a final?

 

 

 

Final do MundialLuzhniki Stadium, em Moscovo, domingo, 16h00 (hora portuguesa)

Árbitro: Nestor Pitana (ARG)

CROÁCIA - Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic; Rakitic, Brozovic e Modric; Perisic, Mandzukic e Rebic.

FRANÇA -  Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Pogba, Kanté e Matuidi; Mbpappe, Giroud e Griezmann.