Lixo da Malásia entre os mais de 200 quilos recolhidos em praia portuguesa

Peças de fogo de artifício, cotonetes ou molas de roupa estão entre o material apanhada na praia do Cabedelo, Viana do Castelo.
11 out 2018
Agência Lusa
Como assim?
EPA

Lixo com origem na Malásia, Alemanha e Espanha está entre os 200 quilogramas recolhidos em 2017 na praia do Cabedelo, Viana do Castelo, no âmbito de um projeto de monitorização do lixo marinho, avançou hoje a Câmara local.

Contactada pela agência Lusa, fonte autárquica adiantou, com base em dados recolhidos pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo, que entre os 200 quilos de resíduos constam "vassouras, molas da roupa, peças de fogo de artifício, seringas, tampões auriculares, frasco para análises clínicas, cotonetes, fita de identificação do hospital, entre outros artigos".

No total, "os 200 quilos de resíduos recolhidos naquela praia incluíam 6 100 materiais para catalogação".

Desde maio de 2017, e de acordo com o levantamento do CMIA, entidade envolvida no projeto que tem a Câmara local como parceira e que é promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), foram realizadas, na praia do Cabedelo, quatro campanhas de recolha de lixo marinho em que participaram 114 voluntários de agrupamentos de escuteiros, associações de pais, escolas privadas, empresas locais e público em geral.

No próximo sábado, às 11h30, no Centro de Alto Rendimento de Surf (CAR), na praia do Cabedelo, a Câmara de Viana do Castelo irá formalizar a sua participação no projeto de monitorização do lixo marinho através da assinatura do respetivo protocolo com a APA.

Segundo os dados do CMIA, "no ano de 2017, numa área de 100 metros, foram recolhidos 120 quilos de resíduos para caracterização, onde foram identificados 137 cotonetes, 127 beatas, 432 pedaços de plástico, entre outros materiais".

 O projeto de monitorização do lixo marinho foi lançado em 2013 pela APA, em colaboração com as Câmaras de Ílhavo, Póvoa do Varzim, Pombal, Torres Vedras, Lagos e Faro, e com as suas delegações regionais (Norte, Centro, Tejo e Oeste, Alentejo e Algarve).

O projeto arrancou em nove praias: Cabedelo, Barranha, Barra, Osso da Baleia, Amoeiras, Fonte da Telha, Monte Velho, Batata e Ilha de Faro. 

Esta iniciativa "pretende dar resposta à diretiva Quadro da Estratégia Marinha e continuidade à colaboração com a Convenção para a Proteção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (OSPAR), criada em 1992.

 

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