Mais de 150 detidos e cinco vítimas na manifestação dos coletes amarelos

Os franceses não desistiram das manifestações e estão novamente nas ruas. Há registo de confrontos com as autoridades.
15 dez 2018
Redação
Atualidade
LUSA

As forças de segurança francesas detiveram hoje 157 pessoas na manifestação dos coletes amarelos em Paris, anunciou a polícia local, falando ainda em cinco vítimas ligeiras até às 18:00.

Menos manifestantes, menos danos e menos detidos é o balanço do quinto protesto dos coletes amarelos em Paris, mas a rejeição das medidas apresentadas por Macron continua e quem saiu à rua mostra-se cada vez mais politizado.

As autoridades contabilizaram cerca de 2.500 manifestantes em toda a capital, sendo que o dispositivo da polícia incluiu o destacamento de 8.000 agentes, 14 blindados - mais do que na última semana - e ainda o reforço de forças a cavalo.

A polícia tentou também enquadrar mais os manifestantes, encaminhando-os para perímetros mais limitados e não permitindo movimentações em grupo.

No passado sábado, as manifestações envolveram cerca de 125.000 pessoas em todo o país e 10.000 na capital.

Os “coletes amarelos” mantiveram esta nova jornada de luta apesar das medidas anunciadas na passada segunda-feira pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

Os Campos Elísios são o epicentro da convocatória parisiense, onde as autoridades mantêm um amplo dispositivo de segurança que inclui registos de quem quer aceder à avenida.

Todas as linhas de metro da zona foram cortadas e as linhas de autocarro desviadas.

Tal como na semana passada, diversos monumentos, museus e mercados parisienses encerraram hoje como medida de segurança, como o Arco de Triunfo, o Panteão, a Sainte-Chapelle e o Museu de Arte Moderno.

Desta vez estiveram, porém, abertos outros pontos turísticos, como a Torre Eiffel, o Museu do Louvre, a Ópera da Bastilha o Museu do Homem e os grandes armazéns, como os Lafayette e os BHV.

Entretanto, na Bélgica, a manifestação convocada pelos coletes amarelos reuniu entre 400 a 500 pessoas, numa ação que contou também com grande aparato policial.

No final, a porta-voz da polícia de Bruxelas, Ilse Van De Keere, disse que “tudo correu bem e não houve danos”.

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