Atualidade

Médicos param dois dias em outubro se negociações não derem frutos

Sindicatos esperam nova proposta do Ministério da Saúde numa próxima reunião no dia 18 deste mês.

11 de agosto de 2017 às 18:22 por Agência Lusa

Os médicos anunciaram esta tarde que vão realizar uma greve de dois dias na primeira semana de outubro, mas depois das eleições autárquicas, se a nova proposta negocial que o governo vai apresentar não levar em conta as suas reivindicações. 

O anúncio foi feito por representantes da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que hoje foram recebidos pelos ministros das Finanças e da Saúde.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, informou que a delegação governamental deverá apresentar a nova proposta numa próxima reunião no dia 18 deste mês. 

Para já, vão realizar-se plenários regionais com a Ordem dos Médicos e nos locais de trabalho e será convocado um novo Fórum Médico.

As estruturas sindicais vão igualmente solicitar reuniões com as direções partidárias, com as centrais sindicais, com a Associação Nacional dos Municípios e com o Presidente da República. 

No horizonte mantém-se a perspetiva de uma greve nacional médica a realizar na primeira semana de outubro, mas sempre após as eleições autárquicas (01 de outubro), de forma a não interferir no processo eleitoral, como explicou o dirigente da FNAM, Mário Jorge Neves.

Jorge Roque da Cunha sublinhou que não estão em causa aumentos salariais, mas apenas a reivindicação do fim de "medidas lesivas transitórias impostas pela troika". 

Entre as reivindicações destes sindicatos está a diminuição das 18 para as 12 horas de trabalho no serviço de urgência, o que permitirá que haja mais médicos para cirurgias programadas, diminuindo-se as listas de espera e aumentando o número de consultas e um melhor acompanhamento dos doentes internados.

A diminuição das listas de utentes a cargo dos médicos de família também iria permitir que os clínicos "dediquem mais tempo para os seus utentes, que assim terão uma melhor garantia de acesso". 

Tanto a FNAM como o SIM referiram que a delegação governamental "reconheceu que se tratou de um erro a menção contida no documento [proposta negocial enviada aos médicos] sobre o cumprimento obrigatório do serviço de urgência após os 55 anos de idade.

Os sindicatos pretendem que esta negociação esteja encerrada até 30 de setembro. 
 


Mais Noticias