5 trilhos para conhecer a pé

É fã de passeios pela natureza? O Gonçalo Câmara deixa-lhe as melhores sugestões de trilhos em Portugal!
Por: Gonçalo Câmara
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A melhor maneira de se conhecer uma cidade é percorrê-la a pé. Sempre me disseram esta frase e toda a minha vida de "viajante" tenho vindo a confirmar e a comprovar tal afirmação. Aconteceu com Nova Iorque, Berlim, Pequim, Yangoon, Bogotá, Buenos Aires, Santiago do Chile e muitas outras. De facto, quando andamos a pé, vamos conhecendo e dando conta de pormenores que de outra forma nos poderiam escapar. Nesse sentido, há trilhos que pode fazer a pé pelo nosso país, não tanto numa perspectiva de conhecimento cosmopolita, mas numa profunda comunhão com a Natureza. 

Se for até Aveiro não pode deixar de percorrer os Passadiços de Aveiro, a Ria e a beleza paisagística que a acompanha. São quase 8 km de percurso com uma presença forte de beleza natural. Um percurso que também pode ser feito de bicicleta. 

E porque não uma ida até ao rio Paiva? Desfrute da natureza no seu estado mais puro e dê um mergulho para se refrescar. O percurso dos Passadiços do Paiva, de madeira, tem 8 km. 

Com um nível de dificuldade um pouco mais elevado, tem o trilho dos pescadores na Rota Vicentina. Só pode ser mesmo feito a pé e não é recomendado a quem tenha vertigens. Sempre junto ao mar, é um percurso que os locais utilizam para o acesso às praias. Estende-se ao longo das falésias e tem um total de cinco etapas. 

Se for até aos Açores, mais concretamente a S. Miguel, trilhos não faltam. Pode experimentar o trilho das Furnas, com início e fim na Freguesia das Furnas, de trajecto fácil e com quase 10 km. Começa no café Três Bicas e vai até à Lagoa das Furnas em direcção à Ermida de Nossa Senhora das Vitórias. 

Parte integrante da cordilheira que inclui a Serra da Arrábida, o Trilho da Serra do Risco começa na povoação de Pedreiras, tem 8 km e dura cerca de duas horas e meia. O grau de dificuldade é médio, mas a caminhada compensa. 

É uma maneira de estar em forma e em comunhão com a Natureza. Não deixe de reaprender a dar conta dos sentidos, com aquilo que é tão nosso. 

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