EDP Vilar de Mouros adiado para 2021

A organização do festival de Caminha disse estar a trabalhar para que o cartaz de 2020 se mantenha em 2021, na sequência da proibição da realização deste tipo de eventos até 30 de setembro.
7 mai 2020
Redação / Agência Lusa
Música
LUSA


A organização do Festival de Vilar de Mouros, em Caminha, disse hoje estar a trabalhar para que o cartaz da edição de 2020 se mantenha em 2021, na sequência da proibição da realização destes eventos até 30 de setembro.
 
Em declarações à Lusa, Diogo Marques, da organização do festival, adiantou que este era o plano B que vinha a ser trabalhado desde que se percebeu que não iria haver condições para a realização, em segurança, de festivais de verão.
 
"Nós estamos a trabalhar para assegurar o melhor cartaz possível, tanto os artistas que nós já anunciamos, como artistas que já tínhamos 'fechado' e que ainda não tínhamos anunciado. Estamos a tentar com as agências e com os agentes que o cartaz se mantenha em 2021", afirmou, salientando que, sendo o Vilar de Mouros um festival histórico de verão, não fazia sentido realizá-lo noutra altura ou noutro local.
 
O Governo anunciou hoje que a realização de festivais de música e de espetáculos de natureza similar está proibida em Portugal até 30 de setembro, devido à pandemia de covid-19.
 
No comunicado do Conselho de Ministros divulgado hoje, o Governo refere que para os espetáculos entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020 que não se realizem devido à pandemia está prevista "a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores".
 
Para a organização do festival, esta decisão do Governo era a única solução possível em face das normas de higienização e segurança impostas pelas autoridades de saúde para travar o contágio por covid-19.
 
"Consideramos que a única solução seria esta, não víamos outra. Nós também não queremos ser agentes contaminadores. Seria um risco muito grande. Agora esperamos também que, quando for legislado, que o Governo também pense um pouco em nós em termos financeiros e crie algumas medidas de apoio", afirmou Diogo Marques.
 
Os prejuízos ainda não estão calculados, mas segundo aquele responsável serão na ordem dos milhares.
 
"Sabemos que é um prejuízo bastante elevado. Tudo isto é muito recente, ainda não temos os prejuízos calculados, estamos a negociar, estamos a ver se conseguimos evitar prejuízos maiores, mas, como é lógico, já tínhamos muitos custos assumidos e muitos custos pagos, porque para se confirmar artistas tem de se pagar", disse.
 
A edição de 2020 do Vilar de Mouros estava marcada para o último fim-de-semana de agosto, ou seja, nos dias 27, 28 e 29.

Em janeiro, a organização do festival tinha já confirmado a presença do músico norte-americano Iggy Pop. Ao cartaz juntam-se os nomes dos Limp Bizkit e Placebo.