Redação / Agência Lusa
08 abril 2021, 08:04
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As reações à morte de Jorge Coelho

YOUTUBE/RUI MOREIRA
Jorge Coelho morreu na quarta-feira, aos 66 anos, vítima de um ataque cardíaco.

O secretário-geral do PS considerou que Jorge Coelho serviu com "grande dignidade" o Governo da República, foi "sempre" um fator de unidade no PS e poucos como ele exprimiram "tão bem a alma" dos socialistas.

Esta posição foi transmitida a partir da sede nacional do PS, em Lisboa, após confirmada a morte de Jorge Coelho, antigo dirigente socialista e ministro dos governos de António Guterres entre 1995 e 2002, vítima de paragem cardíaca fulminante.

"No PS, estamos todos naturalmente em choque com o falecimento surpreendente doutor Jorge Coelho", começou por declarar António Costa, dizendo depois que, "seguramente, os portugueses o recordarão como um cidadão dedicado ao seu país, que serviu com grande dignidade o Governo da República".

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, referiu que Jorge Coelho "esteve presente na vida pública portuguesa durante três décadas, em várias qualidades: como governante, como parlamentar, como conselheiro de Estado, como dirigente partidário, como analista político e depois, numa fase mais recente, como gestor empresarial". "Eu não posso esconder o choque do conhecimento desta morte inesperada", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações em direto para a SIC-Notícias.

"Recebo, com choque e muita tristeza, a notícia do falecimento de Jorge Coelho, um amigo de há longas décadas", escreveu Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República. "Homem bom e solidário, foi sempre alguém que se bateu por causas, em especial pela democracia e pela igualdade. Foi também um sobrevivente, com quem aprendi a enfrentar as adversidades", lê-se em nota de Ferro Rodrigues, enviada à agência Lusa.

Já António Guterres, atual secretário-geral das Nações Unidas, e que liderou dois governos em Portugal com Jorge Coelho como ministro, afirmou-se "chocadíssimo" com a notícia da morte do antigo dirigente socialista, seu "amigo muito querido", considerando que foi um "admirável servidor da causa pública.

António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, definiu Jorge Coelho como "um amigo muito querido", com caráter "lutador" e entusiasmo "contagiante", com quem partilhou ideais e lutou "lado a lado" por causas.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou a "notícia trágica" da morte de Jorge Coelho, com quem integrou o Governo de António Guterres, recordando uma pessoa de "extrema jovialidade de espírito" e "um político com grande intuição". "Era um homem muito popular no PS, porque a sua linguagem política era uma linguagem muito acessível e que refletia exatamente o sentimento das pessoas, os sentimentos mais profundos", assinalou.

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou o antigo ministro Jorge Coelho como uma "pessoa afável e de excelente trato", lamentando "profundamente" a sua morte. "Lamento profundamente o súbito desaparecimento de Jorge Coelho, pessoa afável e de excelente trato, com quem eu tinha uma agradável relação pessoal. Presto-lhe sentida homenagem e envio as minhas condolências à sua família e ao Partido Socialista", escreveu Rui Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

O líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos destaca que "Jorge Coelho foi um político de grande relevo na vida do país, ao qual se entregou no exercício das mais altas funções do Estado, com seriedade, visão e sentido de compromisso".

Também a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) lamentou a morte de Jorge Coelho, destacando-o como a alma do Partido Socialista, um homem solidário e um empresário e gestor de sucesso. Em comunicado, a ANMP, liderada por Manuel Machado, lamentou a morte súbita de Jorge Coelho na quarta-feira e apresentou as "mais sentidas condolências à família".

Natural de Mangualde, no distrito de Viseu, Jorge Coelho, morreu quarta-feira, aos 66 anos, na sequência de um ataque cardíaco fulminante, quando se encontrava na Figueira da Foz, Coimbra. Jorge Coelho foi ministro de três pastas nos governos de António Guterres: ministro Adjunto, ministro da Administração Interna e ministro da Presidência e do Equipamento Social.  A partir de 1992, com Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de outubro de 1995.

A direção do PS decidiu hoje colocar a meia haste as bandeiras do partido na sede nacional, em Lisboa, nas federações distritais e concelhias com estandarte devido à morte do antigo ministro e dirigente socialista Jorge Coelho.