Agência Lusa
04 maio 2021, 18:54
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Gala Amália realiza-se em outubro nos coliseus do Porto e de Lisboa

Augusto Cabrita - da capa de "Ensaios" (cortesia Valentim de Carvalho)
Cuca Roseta, Katia Guerreiro e Gonçalo Salgueiro participam nas galas das comemorações do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, em outubro, nos coliseus de Lisboa e do Porto.


Os fadistas Cuca Roseta, Katia Guerreiro e Gonçalo Salgueiro participam nas galas das comemorações do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, em outubro, nos coliseus de Lisboa e do Porto, anunciou hoje a Fundação Amália Rodrigues (FAR).

As galas realizam-se no dia 04 de outubro, no Coliseu do Porto e, no dia 09, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, sendo os fadistas acompanhados pelos músicos Pedro de Castro, na guitarra portuguesa, André Ramos, na viola, e Jaime Santos, no baixo.

Do elenco faz ainda parte Lúcia Moniz, que vai declamar poemas de Amália Rodrigues (1920-1999). Outros artistas serão anunciados "brevemente", segundo a FAR.

O presidente da Fundação, Vicente Rodrigues, disse à agência Lusa que os tradicionais prémios Amália Rodrigues não regressam "ainda este ano", e realçou que a escolha do elenco para as galas "foi independente", da responsabilidade da produtra Vibes & Beats, com assessoria da poetisa Maria de Lourdes Carvalho, conselheira da FAR.

Vicente Rodrigues disse que "estão previstas outras iniciativas" da FAR até ao final do ano, que ainda não adiantou.

O responsável, que dirige há cerca de um ano a instituição, afirmou que esta vive "um momento de paz social", tendo sido sanado, por acordo entre as partes, o diferendo com a Casa do Artista, a quem Amália estipulara, por testamento, a entrega de 15% dos lucros.

O responsável salientou que a Fundação apresentou um prejuízo de 487.179 euros, nos últimos 19 anos de exercício.

Todavia, Vicente Rodrigues referiu algumas iniciativas, anteriores à sua administração, levadas a cabo pela FAR, designadamente a instalação e respetivo equipamento de um Centro Médico e outro de Enfermagem, em S. Teotónio, no concelho de Odemira, uma das vontades da fadista consignada no seu testamento.

Relativamente, à Casa do Artista, sem adiantar quantias, Vicente Rodrigues disse que foi feito um acordo entre as duas partes, extra-judicial, "estando a situação ultrapassada".

Questionado sobre "a necessidade [de a Fundação] se abrir à sociedade, de fazer pontes [e] interagir com o meio artístico, cultural e o fado" à altura da "figura emblemática que Amália era", como referiu à Lusa em abril do ano passado, o responsável disse que o programa televisivo "Em Casa d'Amália", coordenado por José Gonçalez, "tem aberto a fundação ao debate público" e adiantou que "outras iniciativas irão surgir", referindo "a colaboação com o Museu do Fado".

A FAR está a proceder à inventariação de todo o património de Amália à sua guarda, documental e artístico, e conta abrir os arquivos à consulta pública, através de meios digitais.

O espólio da FAR inclui várias peças de arte, designadamente retratos da fadista por Maluda, Eduardo Malta e Luís Pinto-Coelho, além de peças de arte decorativas, e documentação variada, de agendas a correspondência e fotografias da artista.

A FAR detém como casa-museu a antiga residência de Amália, em Lisboa, e a sua propriedade de veraneio no Brejão, em Odemira, no distrito de Beja.