Redação
06 maio 2021, 10:41
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Marchas de Lisboa canceladas e arraiais ainda por decidir

LUSA
A autarquia de Lisboa anunciou que devido à pandemia este ano não será feito o habitual desfile. 

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou, esta quinta-feira, que devido à pandemia está cancelado o Concurso das Marchas Populares que é realizado todos os anos a 12 de junho, véspera do dia de Santo António. 

Informação avançada pela autarquia, através de um comunicado enviado às redações, onde se pode ler que “tendo em conta o atual contexto pandémico e devido às restrições de saúde pública que ainda se mantêm, é com particular tristeza que a Câmara Municipal de Lisboa informa que não será possível realizar este ano o Concurso das Marchas Populares que habitualmente decorre no mês de junho.”

Para já, a autarquia ainda não divulgou a decisão sobre os habituais arraiais que se realizam no mês de junho em vários pontos da cidade de Lisboa. O ano passado foram cancelados e é muito provável que o mesmo aconteça este ano. Caso a câmara decida que existem condições para serem realizados, é muito provável que os arraiais aconteçam sob fortes restrições. 

A câmara de Lisboa diz que “está ciente do impacto não apenas económico, mas também social e emocional, nas famílias e comunidades diretamente envolvidas, que provoca a não realização deste momento ímpar na vida cultural da cidade.”

Apesar das marchas terem sido canceladas, a autarquia decidiu como forma de minorar o prejuízo económico atribuir a cada entidade organizadora das marchas 15 mil euros, que é o valor correspondente a metade do subsídio habitual. 

Organizadores das marchas falam em “enorme impacto negativo” 

Mesmo com a atribuição do apoio anunciado pela autarquia de Lisboa, os organizadores das marchas populares dizem que o cancelamento vai provocar um “enorme impacto negativo”.

Pedro Franco, da Associação de Coletividades do Concelho de Lisboa explica que já o ano passado o investimento que foi feito acabou por não ter retorno e a situação agrava-se por ser o segundo ano consecutivo em que o evento não se realiza. Acrescenta ainda que havia este ano a expectativa de que a pandemia já estaria mais controlada e que as marchas iriam realizar-se, o que fez com que algumas associações fizessem investimentos na preparação do evento.