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Ana Lucas
19 janeiro 2022, 18:00
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Chanceler alemão defende no Fórum de Davos nova abordagem à política climática

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EPA/FILIP SINGER
Ana Lucas
19 janeiro 2022, 18:00
A presidência alemã do G7 promete pressionar a adoção de normas de combate ao aquecimento global.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu hoje no Fórum de Davos uma "mudança de paradigma" na política climática e disse que a presidência alemã do G7 vai pressionar para a adoção de normas de combate ao aquecimento global.

As discussões sobre o uso de energia e as formas de combater as alterações climáticas têm sido um tema-chave esta semana na reunião virtual do Fórum Económico Mundial, conhecida como "Agenda de Davos", reunião anual na cidade suíça de Davos cuja realização presencial foi adiada devido à pandemia de covid-19.

Na sua intervenção, Scholz falou sobre questões como o crescimento económico e a concentração de militares da Rússia ao longo da fronteira ucraniana, mas focou também o discurso nas ambições da Alemanha e da União Europeia em combater as alterações climáticas.

A Alemanha, afirmou, usará a sua presidência do G7 (Grupo dos sete países mais industrializados do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e com representação da União Europeia) para "transformar esse grupo no núcleo de um clube internacional de clima".

"A Europa decidiu tornar-se o primeiro continente neutro em carbono até 2050. A Alemanha quer atingir esse objetivo já em 2045... uma tarefa monumental, mas uma tarefa que podemos e vamos conseguir cumprir", disse.

"Vamos provar que estão errados os que atualmente retratam o nosso continente como uma bola de bilhar num grande jogo geoeconómico entre a China e os Estados Unidos. O que queremos alcançar é uma mudança de paradigma na política climática internacional. Não vamos continuar à espera dos mais lentos e menos ambiciosos", disse Scholz.

"Em vez disso, vamos dar o exemplo, e transformaremos a ação climática de um fator de custos em vantagem competitiva, decidindo e adotando normas mínimas conjuntas”, prometeu o novo chanceler, que tomou posse no mês passado com um governo que inclui o partido ambientalista dos Verdes.

Scholz disse que o "clube do clima", que anunciou há meses, quando era ministro das Finanças, estará aberto a todos os países.

Ao contrário de um evento como a conferência das Nações Unidas sobre o clima, no ano passado em Glasgow, na Escócia, a reunião de Davos é uma discussão sobre grandes ideias, não um encontro sobre planos concretos de ação, algo que suscitou críticas.

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