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Redação / Agência Lusa
04 fevereiro 2022, 16:52
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Presidente da República condecora José Cid

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Miguel Figueiredo Lopes /Presidência da República
Redação / Agência Lusa
04 fevereiro 2022, 16:52
Músico, que celebra hoje 80 anos, é agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

O músico José Cid foi hoje condecorado, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique, anunciou a Presidência da República.

A condecoração acontece no dia em que o músico, cantor, compositor e produtor musical completa 80 anos. José Cid nasceu em 4 de fevereiro de 1942.

No Facebook, o músico partilhou uma imagem com a condecoração e anunciou que "imbuído neste espírito de celebração, decidi que irei retribuir a vossa amizade e carinho com a realização de um concerto único e especial para celebrar esta distinção, os meus 80 anos de vida e, acima de tudo, a música portuguesa!"

 

Em 2019, recebeu o Grammy de Excelência Musical, da Academia Latina de Gravação, por "contribuições de significado artístico excecional para a música latina".

Fundador d?Os Babies, em 1956, uma banda de 'covers' de sucessos da época, foi com o Quarteto 1111 que ?criou as bases do rock português?, na década de 1960, como destacou a organização norte-americana dos chamados Grammys Latinos, dando como exemplo canções como 'A Lenda De El-Rei D. Sebastião', e o mais tardio álbum "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", de 1978, que definiu como "uma obra-prima do rock progressivo".

José Cid representou Portugal em diversos festivais internacionais, designadamente em Tóquio, em 1971, na Organização Ibero-Americana de Televisão (OTI), em 1979 e 1981, e na Eurovisão, em 1980, e soma mais de 60 anos de carreira, com dezenas de álbuns e atuações regulares em festivais e concertos.

Canções como 'Uma Cabana Junto à Praia', 'Um Grande, Grande Amor', 'Uma Lágrima', '20 Anos' e 'A Minha Música' representam alguns dos seus maiores sucessos.

Em 2015, o seu álbum "Menino Prodígio" foi distinguido com o Prémio Pedro Osório. Em 2018, publicou ?Clube dos Corações Solitários do Capitão Cid" e, em 2020, recebeu o Prémio António Quadros, pela sua carreira.

No final do ano passado, regressou ao rock progressivo, com "Vozes do Além", o seu 25.º álbum de estúdio, no qual canta poetas como Natália Correia e Sophia de Mello Breyner Andresen.

Para o verão deste ano, tem anunciada a publicação de "Tozé Cid", álbum que materializa um projeto comum com Tozé Brito, dedicado a canções do Quarteto 1111 - de que ambos fizeram parte -, proibidas pela censura, durante a ditadura, como "Domingo em Bidonville", "Lisboa ano 3000" e "João Nada".

Numa entrevista à agência Lusa, sobre este próximo álbum, em dezembro passado, José Cid disse tratar-se de um "documento importante para a música popular portuguesa", que recupera "o pop criativo, ?underground?, interveniente e crítico do sistema entre 1968 e 1973".

"No final dos anos 1960, início dos 70, existiu em Portugal o grupo mais perseguido pela censura, mais maldito, mais ousado: o Quarteto 1111?, recordou então José Cid enumerando temas censurados pelo Estado Novo como ?Pigmentação?, ?o primeiro que se escreve em Portugal sobre a xenofobia?, e ?Todo o mundo e ninguém?, ?um poema de Gil Vicente que o [?rapper? e produtor norte-americano] Jay-Z incluiu [no tema ?Marcy Me? de ?4:44?] no último álbum dele".

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