Esta quinta-feira não há metro em Lisboa... é melhor sair mais cedo de casa!

O metro vai estar encerrado entre as 6h00 e as 10h00, esta quinta-feira, devido à greve dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.
17 out 2018
Redação
Atualidade
Metro Lisboa

O Metropolitano de Lisboa anunciou hoje que prevê iniciar o serviço de transporte amanhã, quinta-feira 18 de outubro, a partir das 10h00 devido à greve parcial dos trabalhadores, que reivindicam aumentos salariais superiores aos propostos pela administração.

A previsão de início do serviço de transporte às 10h00 foi anunciada pelo metro, em comunicado, devido à greve da generalidade dos trabalhadores da empresa e que afeta a operação entre as 06h00 as 09h30, a que se juntam os trabalhadores administrativos entre as 10h00 e as 12h30.

Os representantes dos trabalhadores justificam a greve parcial com a discordância com a proposta de atualização salarial plurianual de 24,50 euros para os anos de 2018 e 2019, apresentada aos representantes sindicais na quarta-feira pelo Conselho de Administração da empresa.

Os sindicatos defendem que o aumento proposto de 24,50 euros deverá valer apenas para 2018, com retroativos a 01 de janeiro.

"Obviamente que as organizações sindicais não podem aceitar este aumento salarial para dois anos, porque na prática isto corresponde a um aumento de "zero" para 2019", argumentaram os sindicatos em comunicado conjunto.

Os trabalhadores já estão a realizar, desde o dia 09, uma greve ao tempo extraordinário.

NÃO HÁ SERVIÇOS MÍNIMOS, NEM REFORÇO DE TRANPORTES ALTERNATIVOS

O metro de Lisboa também esclareceu que não há previsão de reforço de transportes alternativos, através da Carris, como por vezes acontece nestes dias de greve. 

Na terça-feira, o Conselho Económico e Social (CES) anunciou que o tribunal arbitral decidiu não decretar serviços mínimos para a circulação no metropolitano.

O tribunal arbitral considerou que ?existem outros meios de transporte através dos quais os cidadãos em causa poderão exercer o seu direito de deslocação, sem por isso comprimirem o direito de greve daqueles trabalhadores?, apontando também a ?curta duração? da paralisação.

Por outro lado, o tribunal considerou serem necessários serviços mínimos para os trabalhos de segurança e de manutenção de equipamento e de instalações, tal como solicitado pela empresa.

O pré-aviso de greve foi subscrito pelo STRUP - Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, STTM - Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano de Lisboa, SINDEM - Sindicato Da Manutenção, SITRA - Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, STMETRO - Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e SITESE - Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo.

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