Maravilha, onde a arte conhece o mar
Gonçalo Câmara
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Maravilha, onde a arte conhece o mar

Quem chegar à ilha do Faial nos próximos dias poderá encontrar cruzadas as duas peças fundamentais para que a vida se prolongue: música e mar. Maravilha, um festival que vai acontecer em pleno Oceano Atlântico. Imagem: Mar Navarro Llombart

Será uma experiência única e irrepetível onde o distanciamento será mantido exatamente porque quem chega, assiste aos espectáculos instalados em barcos nestes eventos que acontecem no mar. São três fins de semana em Junho e Julho, na ilha do Faial, no grupo central dos Açores. 

Música, artes performativas, acrobacias e muito mais com artistas vindos da Bélgica, França, Portugal continental e da própria ilha. Todos os eventos do festival acontecem a bordo de plataformas flutuantes, veleiros ou outras infraestruturas em ambiente marinho, sendo que o público se dirige ao local e participa nos eventos a bordo de vários tipos de embarcações: de lazer, de pesca, semi-rígidos habitualmente utilizados para observação de cetáceos e outros. 

Este festival de artes de rua nasceu para aproximar a comunidade local da comunidade visitante de iatistas que todos os anos chega e passa pela marina da Horta na sua travessia do Atlântico. Artes para todas as idades, nacionalidades e estilos de vida. Na edição de 2021 a organizaç?ão vai ainda mais longe: maravilhar em pleno mar. Poderá ver e ouvir músicos, construtores artísticos, bandas de punk rock, improvisadores e ainda especialistas na arte do "bater o pé", que desta vez será batido num barco. "Time Circus", "El Hombre Orchestra", "Cabra-Cega", "BIF", "Anti-Dress Code", "Carbono 14", "Colectivo Trilho"; estes e muitos outros artistas irão fazer do mar dos Açores um espaço que ecoa, que se partilha, que liberta e salva nos dias 4 e 5 de Junho, 2 e 3 de Julho e 30 e 31 de Julho. ?O porto da Horta, a baía de Porto Pim e ainda um lugar surpresa farão com que o festival cumpra o propósito do seu próprio nome. 

E porque todos merecemos o longo escape da sombra pandémica, o doce e caloroso abraço que nos desperta, esta edição flutuante do Festival Maravilha é o trampolim certo e esperado para o intenso e demorado sabor da liberdade.