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Tânia Paiva
14 janeiro 2022, 13:01
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Consumir menos carne ajuda a combater alterações climáticas, indica investigação

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Tânia Paiva
14 janeiro 2022, 13:01
Um estudo citado pela agência de notícias EFE revela que a redução de carne e de produtos lácteos é uma das formas de combater as alterações climáticas. 

Se os países mais ricos do mundo reduzissem o consumo de carne e de produtos lácteos, as emissões poluentes que são geradas durante a produção agropecuária poderiam baixar mais de 60%, sendo esta uma das formas de combater as alterações climáticas em todo o mundo. A conclusão é de uma investigação publicada esta semana na revista científica “Nature Foods” e citada pela agência EFE que adianta ainda que para além de ser um forte contributo em termos ambientais também representaria uma melhoria na saúde da população. 

Martin Bruckner, um dos autores do estudo e professor adjunto da Universidade de Economia de Viena afirma que ao “reduzirmos o consumo de carne também se libertam terras para produzir outros cultivos, o que aliviaria muito os ecossistemas e melhoraria a segurança alimentar em todo o mundo".

Estas “terras libertadas” iriam permitir reduzir cerca de 100 mil milhões de toneladas de CO2, explica Bruckner à EFE considerando que ajudaria a limitar o aquecimento do planeta a 1,5 graus, que é um dos principais objetivos definido na mais recente conferência do clima, a COP26 realizada em Glasgow, no Reino Unido, em novembro de 2021. 

O estudo analisou o impacto ambiental da alimentação em 54 países com altos rendimentos. Os investigadores defendem que embora a produção de vegetais também tenha o seu peso em relação ao aquecimento global há várias formas de a tornar menos prejudicial para o ambiente. 

 "A forma mais óbvia e simples de reduzir as emissões de gases de efeito de estufa é reduzir as principais fontes, isto é, a criação de animais (particularmente de gado bovino), reduzir a produção de arroz e fazer uma mudança no uso da terra (de florestas ou pastagens a terras de cultivo)", defende Bruckner.

O responsável pelo estudo indica ainda que as terras atualmente ocupadas para a produção de carne nos países mais ricos deveriam ser libertadas e voltar ao seu estado natural, caso isso acontecesse a tal redução de 100 mil milhões de toneladas de emissões de CO2 iria ser uma realidade, sendo que na prática isto equivale a cerca de 14 anos de emissões totais que são feitas só pelo setor da agricultura. 

 
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